January 19, 2007

Passou um vento por aqui e me soprou seus versos.
Um vento bom, calmaria de desejo, vontade de mirar teus olhos,
Ver o riso sempre presente em seu rosto.

Por que a distância não nos consome?
Por que a separação não apagou as lembranças?

"Longe é um lugar que não existe"
Percebo os limites da efemeridade.
Nem tudo é tão finito que se extingua assim, assim...
Casca de ovo frágil...

Passou aquela brisa aqui, me trouxe seu cheiro.
Formosura, alegria de contentamento.
Me trouxe seus segredos, traços de vida plena.
Me trouxe suas agruras, paura de me esquecer.
Me trouxe seus pressagios, visões de um futuro.
E que futuro!

"Nada será como está amanhã ou depois..."
Mas se dispor a estar é sempre impressindível!
Sempre se premitir estar, de qualquer maneira, de qualquer jeito.

2 comments:

Allan said...

Belo poema!

a autora said...

obrigada!