April 27, 2007

A falta que faz.


Meu peito aperta.

Coração feito criança

Quer, sem querer saber se pode.

Meu rosto não esconde,

A boca não segura.

Fala, chama
Chama em brasa.


Saudade.

Quer conversar

Ver o riso fácil

A companhia perfeita

Toda ocasião

Dia e noite

Dia ou noite

Dia é noite.


Saudade.

Quer ver, ouvir o passo

Olhar o relógio,

Pensar, sentir um frio na barriga

Encontro.


Não há encontro.

O corpo está só.

Derramando-se em solidão,

Sem mão dada,

Sem calor no peito,

Meu peito aperta.
Doi.

3 comments:

Anonymous said...

oi!! Tudo bem?
Amando? Ou querendo amar?
Bonito o escrito.
Bjin!
Roberta

Fabiana Dias said...

Só love hein.

Tome logo um remédio para essa dor. Vá de encontro ao que cura (não aceite a ferida, que talvez vc mesma tenho criado).

autora said...

Romantismo, estilo de época.
A dor é incurável, incicatrizável.

Ir de encontro ao nada?
Ir de encontro, machuca, faz a dor aumentar.

não há amor, nem vontade,
há vazio. E no vazio doi...

Mas sempre passa, retorna, passa, retorna. É quase uma constante.